"Li e Gostei... Ou nem Tanto" – Série de Resenhas By Aline N.
Mais uma resenha chegando aqui para o nosso “Li e Gostei... Ou Nem Tanto”. E aí pessoal, tudo bem com vocês? Como andam as leituras?
Para quem caiu aqui de paraquedas, meu nome é Aline N., autora independente e leitora. Esse é o meu cantinho literário onde compartilho tudo sobre meus livros, meu processo de escrita e conteúdos úteis para outros autores independentes e leitores.
Sejam muito bem-vindos ao Suspense em Palavras!
Para o post de hoje, trago mais uma resenha para o nosso quadro. Essa resenha está atrasada, eu li o livro no ano passado, mas como estava focada com a escrita do meu livro Faces da Mentira, acabei postergando as resenhas dos livros que li na época (sim, tem mais resenhas atrasadas).
Mas, agora estou aqui, e vou por essas resenhas em dia rsrsrs.
E a resenha de hoje vai para: Aleph - O Guerreiro Oculto: Spoiler - Ele não é tão oculto. Nem guerreiro. Só encrenca mesmo, do Autor Lucas Martins C. Leite.
Li e Gostei... Ou nem Tanto – apresenta: Aleph - O Guerreiro Oculto
Autor: Lucas Martins C. Leite
Gênero: Fantasia
Editora: PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE
Páginas: 289
Sinopse:
"Você acha que sua vida é um caos? Tente ser eu."
Aleph não é herói. Nunca foi. Ele é o tipo de ser interdimensional que você só percebe que passou… depois que o tecido da realidade já está se desfazendo em três.
Armado com uma katana afiada, uma gravata borboleta de gosto duvidoso e um senso de responsabilidade que beira o negativo, Aleph atravessa dimensões como quem troca de canal: causando problemas, fugindo de consequências e tropeçando (literalmente) em eventos cósmicos que ameaçam o multiverso inteiro.
Mas tudo muda quando um bebê atravessa o seu caminho.
Um bebê misterioso. Que enxerga o invisível. E que carrega, sabe-se lá como, um passado (ou futuro?) capaz de reescrever as leis da existência.
Agora, Aleph vai ter que lidar com algo muito mais perigoso do que monstros, portais instáveis ou deuses mitológicos de mal humor:
👉 responsabilidade emocional.
Com uma narrativa debochada, ritmo cinematográfico e referências de cultura pop, mitologia e metafísica, Aleph – O Guerreiro Oculto é uma fantasia cômica, caótica e surpreendentemente tocante — perfeita para quem já cansou de heróis perfeitos. Ou melhor... para quem nunca acreditou neles.
“É como se O Guia do Mochileiro das Galáxias encontrasse Doctor Who, numa aventura em que um ser interdimensional apático e estiloso — no naipe Deadpool — responsável, acidentalmente, por todos os apocalipses que você já leu, é forçado a se tornar a babá de uma criança cósmica capaz de destruir o universo. Tudo isso num clima de mitologia jovem ao estilo Rick Riordan.”
Como eu conheci o livro Aleph - O Guerreiro Oculto?
Lucas foi mais um autor que se juntou ao grupo Autores Independentes e Iniciantes, lá no Skoob (Que continua em manutenção 🙄).
Eu já li outro livro do autor, muito bom por sinal, é uma fantasia com suspense: James Miller - O Autor de Pesadelos, super recomendo. Tem resenha aqui no blog sobre ele, segue o link abaixo para quem quiser conhecer.
Quem quiser conhecer melhor a trajetória do autor, confira o link abaixo:
Sobre a história (sem spoilers)
Gente, a sinopse está bem explicada, então não vou repetir aqui sobre o que se trata ok. Então, vamos direto ao ponto... direto ao caos (entendedores entenderão rsrsrs)
Minha opinião sobre o livro Aleph - O Guerreiro Oculto
O bom de ler uma boa história é que ela se torna inesquecível, não importa quanto tempo passe. Eu li essa história há meses, e mesmo não lembrando detalhe por detalhe, é uma história que ficou na minha mente e ainda rio sozinha quando me lembro dela.
Aleph é um personagem icônico, que me fez rir desde os primeiros parágrafos, com sua fala direta, carregada de humor e sinceridade... sim, ele sabe quem é, o que é, e não esconde isso, nem se esconde atrás de uma máscara de herói.
Foi isso que me chamou atenção logo no início e me fez pensar "Hum, quero saber mais". E acreditem, não sou leitora de fantasia, muito menos histórias de heróis, nada contra tá, mas meu gênero literário é o suspense.
Mas o que o autor fez logo no início do capítulo me chamou muito atenção, me prendeu. A forma como apresentou o protagonista, ou melhor, a forma como o protagonista se apresentou me fez virar as páginas e querer saber mais, conhecer mais.
Aleph tem um ego do tamanho do universo, de verdade, e o quanto ele se exalta usando aquela gravata borboleta é insano rsrsrs ele ama aquela gravata e é claro, sua aparência impecável. Eu li sua "humilde" apresentação pessoal, rindo e pensando "Ei, Aleph, seu ego está aparecendo" 😂.
É aquele personagem que te cativa logo de cara e te faz querer saber quem ele é, e é claro, o que ele vai aprontar. E é aí que entra o outro protagonista da história... Um bebê!
A relação dele com bebê, ou melhor, o "Pacotinho" como ele carinhosamente o nomeou, é a coisa mais contraditória e fofa do mundo, e o quanto eu ri dele se recusando a aceitar a "paternidade" na qual ele mesmo se enfiou, não tá escrito, é sério, que dupla.
Mas, nem tudo são flores, e entre portais e confusões, Aleph e Pacotinho começam a enfrentar problemas e inimigos inesperados pelo caminho. Mitologias e deuses mitológicos não são o meu forte, mas reconheci muitos deuses mencionados na história, o que me surpreendeu um pouquinho. E é claro, muitos desses deuses se juntaram para perseguir Aleph e o Pacotinho... a receita perfeita para o caos.
O mundo em que se passa a história é a terra, mas ao longo da trama, Aleph viaja entre mundos através de portais, e é aí que a coisa fica louca, pois, é cada cenário, um diferente do outro, um mais louco que o outro, e para minha surpresa, a cada descrição, por mais maluca que fosse, me colocava lá dentro, em meio ao caos.
Durante a trama, entre inimigos os perseguindo e novos aliados os ajudando, o que mais me surpreendeu além dos mundos retratados, foram as batalhas, pois como eu disse, não costumo ler fantasia e histórias de magia e essas coisas, nunca me chamaram atenção, e eu sempre achei que seria chato ou que não entenderia.
Mas, para minha surpresa, consegui entender e visualizar todo aquele caos de forma clara... muito louco em alguns momentos, sim, minha mente de não leitora de fantasia quase explodiu algumas vezes, porque as batalhas eram tipo "Tiro, porrada e bomba". Um verdadeiro caos que me colocou sentada na primeira fila e com óculos 3D... foi demais.
Como eu disse acima, nem tudo nessa história é humor, batalhas mágicas muito loucas... e nem tudo gira em torno da gravata borboleta do Aleph. Há um lado dessa história que fez meu sorriso desaparecer e aquele nó desconfortável no estômago se formar.
É nesses momentos da trama que conhecemos melhor os personagens, seus medos, seu passado e os desafios enfrentados por trás daquele sorriso constante que nos faz achar que a vida deles é perfeita, mas não é.
E aqui, nessa história, esse momento é entregue de uma forma que eu me senti despencando, de verdade. Eu não esperava, quero dizer, sabia que esse momento chegaria, que o autor nos contaria algo sobre a vida do Aleph, e eu estava preparada... bem, não exatamente, não estava preparada para aquilo e sinceramente, parei a leitura em alguns momentos para respirar e pensar, pois, aquele não era o Aleph louco, sarcástico, egocêntrico e bem-humorado, que eu vinha acompanhando desde o início da história.
Como alguém com aquela carga emocional conseguia se manter em pé, com aquele humor e aquela autoestima? Eu não entendi isso no início, mas, no decorrer da trama, eu compreendi... aquele era o Aleph... E se alguém consegue fazer isso, esse alguém é ele.
A história é contada em primeira pessoa, o que torna tudo ainda melhor, pois as tiradas sarcásticas e massagens de ego são entregues de forma tão natural que parece que estamos literalmente ali do lado dos personagens falando com eles. Essa foi uma grande sacada do autor, funcionou muito bem e fez o seu papel de me prender na leitura.
Sobre a ambientação, bem, dispensa comentários, a história pula o tempo todo entre mundos, pois, para o Aleph, abrir um portal e fugir para um mundo aleatório era a resposta para todos os seus problemas... só que não.
Com facilidade, o autor nos conduz entre mundos de cabeça para baixo, árvores e cachoeiras no céu, várias luas, rios e cenários inimagináveis. Prato cheio para aqueles que amam fantasia... e, para aqueles que nunca leram antes, como eu, por exemplo... adorei por sinal.
Terminei a leitura desse livro querendo mais... mais do Aleph com o Pacotinho e seus novos aliados, mais dessa jornada maluca entre mundos... mais da magia e energia que rondou a trama. E sim, tem mais, tem um universo inteiro em volta dessa história.
E esse universo se chama MartinsVerse:
Conclusão
Para finalizar, espero não ter dado spoilers rsrsrs. Eu adorei a história, talvez pudesse ter dado mais detalhes se tivesse escrito antes, mas acho que consegui expressar bem o que essa leitura foi para mim.
Aleph é um personagem cativante, que traz aquela leveza boa para a história. Os aliados que aparecem no decorrer da história agregam ainda mais humor e leveza para a trama, eles não estão lá só por estar, fazem parte daquilo, fazem parte de tudo que acontece ali, são essenciais.
Gosto disso em uma história, quando personagens secundários chegam para somar.
Recomendo muito, não só essa, mas todas as histórias do universo MartinsVerse, eu não li todas ainda, mas pretendo ler, pois sei que uma conecta a outra e eu quero muito ver o fim dessa trama espetacular.
Mas então… Aleph - O Guerreiro Oculto, eu Li e Gostei? Ou Nem Tanto???
Minhas avaliações não são em estrelas, e sim em borboletas 🦋
Então é isso, pessoal, essa foi a resenha de hoje, espero que tenham gostado. Convido vocês a conhecerem Aleph - O Guerreiro Oculto, assim como outros trabalhos já publicados e os próximos lançamentos do autor Lucas Martins C. Leite.
Dessa forma você estará prestigiando e apoiando a literatura brasileira e os escritores/autores nacionais.


Li Aleph, e digo... esse livro reúne tudo o que uma boa história precisa. É uma narrativa que deixa claro desde o início se trata de uma história de humor. Mas, conforme vai passando, outros gêneros vão emergindo e te surpreendendo. Fora a personalidade do próprio Aleph, que parece aquele seu colega de aula que tá sempre com preguiça e reclamando, mas que no outro ano tá lá, na mesma sala que vc, tendo passado de ano sabe Deus como . Sem contar que, né... quem nunca quis abrir um portal pra seja lá o raio que o parta for e dar uma banda em um lugar diferente. É um dos poderes que todo mundo sempre quis ter, com certeza. Ansioso pela continuação desse universo e de alguma nova história com ele.
ResponderExcluirExcelente resenha, Aline! Tudo de bão!